Militares prometem nova Constituição antes das eleições no Egito

Pleito parlamentar está marcado para 30 de setembro e o presidencial deve ocorrer semanas depois

Efe

19 de maio de 2011 | 19h22

Egípcios mantiveram protestos na Praça Tahrir para pressionar militares.

 

CAIRO - A junta militar que governa o Egito de forma provisória aprovou nesta quinta-feira, 19, uma emenda à lei eleitoral que restabelece a supervisão judicial do pleito, suprimida em 2007. Além disso, o Conselho Supremo das Forças Armadas egípcias emitiu um decreto que estipula a realização de eleições parlamentares para o dia 30 de setembro.

 

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Em entrevista coletiva, o general Mamduh Shahin, membro do Conselho, explicou que após o pleito legislativo será redigida uma nova Constituição, e que depois dela haverá eleições presidenciais, informou a agência de notícias estatal Mena. Shahin destacou que as eleições serão realizadas "sob a supervisão total da Justiça" e contarão com proteção do Exército.

 

O decreto também proíbe o uso de palavras de ordem, símbolos e a realização de atividades de propaganda eleitoral de cunho religioso ou sobre uma base de discriminação seja "por gênero ou por raça".

 

Shahin disse que o pleito parlamentar será realizado em dois ou três turnos, estabelecidos pela comissão eleitoral suprema, que será responsabilidade do presidente do Tribunal de Apelações do Cairo. Além disso, cada candidato terá direito a designar um representante na comissão eleitoral e em cada circunscrição para acompanhar a transparência do processo.

 

Pela primeira vez, os egípcios que vivem fora do país poderão votar, já que, como explicou Shahin, "ser egípcio é o parâmetro (para poder votar), e não a residência". Sobre a parcela de mulheres, o general afirmou que será abordada na lei do Parlamento.

 

O representante militar adiantou que no próximo sábado será realizada uma conferência do consenso nacional, presidida pelo vice-primeiro-ministro Yehia al-Gamal, para analisar os princípios fundamentais que devem ser considerados na futura Constituição.

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