Militares protestam com tiros e explosões na Costa do Marfim

Explosões e tiros foram ouvidos na manhã desta quinta-feira em Abidjan, capital comercial da Costa do Marfim, no oeste da África. Segundo testemunhas, um grupo de aproximadamente 750 soldados, que estão espalhados entre as cidades de Abidjan e Bouaké, a 400 km ao norte de Abidjan, são os responsáveis pelo incidente.Na cidade de Korhogo, local de grande oposição ao atual governo, também houve tiroteios. Não há informações sobre mortos, mas um jornalista que tentou sair de casa levou um tiro. ?O Ministério da Defesa quer que voltemos à vida civil. Há dois anos, estamos no Exército e não concordamos com esta medida do governo?, disse um dos soldados rebelados. ?Para sermos ouvidos, não temos nada mais que nossas armas. Iremos até o fim?. O governo da Costa do Marfim quer implantar um plano para desmilitarizar centenas de soldados. Uma rádio local informou que o primeiro-ministro, Pascal Affi N´Guessan, desmentiu que a ofensiva é uma tentativa de golpe militar e afirmou que sua intenção é pôr fim ao motim negociando com os soldados. Em dezembro de 1999, o general Robert Guei comandou um golpe militar e tomou o poder do então presidente Henri Konan Bedié. Depois da transição militar, o atual presidente Laurent Gbagbo, que está em visita oficial na Itália, venceu as eleições em 2000. Desde então, seu governo sofre pressões de uma parte dos militares do país.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.