Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

Militares rebeldes mantêm protesto na Venezuela

O grupo de altos oficiais que se rebelou contra o governo nesta semana completa seu segundo dia de protesto em uma praça de Caracas, acompanhado por centenas de seguidores. A decisão dos militares dissidentes de convocar à desobediência civil (estratégia prevista na Constituição) e de desconsiderar o presidente Hugo Chávez reanimou os rumores e fez crescer a tensão em um país que vive uma séria crise política e econômica, desde a tentativa de golpe de abril.O governo foi obrigado, nesta quinta-feira, a suspender a XII Cúpula de presidentes do Grupo dos 15 - composto por presidentes latino-americanos, e que se realizaria entre 26 e 30 de outubro na Ilha Margarita - devido ao clima de tensão reinante no país. Chávez rompeu o silêncio que manteve durante quatro dias devido a uma bronquite, e acusou os altos oficiais de estarem promovendo um "ato de insurreição" e "um delito".O presidente qualificou como "um show" o protesto dos oficiais dissidentes e manifestantes civis em uma praça do leste de Caracas, e disse que agora eles "não sabem como sair do show".Centenas de civis se concentraram hoje na praça Francia dar apoio aos militares rebeldes e dirigentes opositores que gritavam slogans contra o presidente Chávez e exigiam a realização de novas eleições. O mandatário acusou alguns setores da oposição e grupos econômicos "desesperados" de estarem tentando "provocar uma insurreição militar" e de disfarçarem a tentativa de golpe "por trás de uma chamada às eleições". Chávez aplaudiu, durante um ato no Palácio Presidencial, a iniciativa de alguns setores oposicionistas de convocar um referendo para tentar pôr fim a seu mandato, e a incentivou, dizendo: "Convoquem (o referendo), têm o direito de convocá-lo para que seja o povo a decidir".A oposição iniciou a coleta de 1,2 milhão de assinaturas para realizar um referendo dentro de dois meses. O presidente descartou a possibilidade de convocar uma consulta popular neste ano e assegurou o referendo para a partir de agosto de 2003, quando deverá ter cumprido a metade de seu mandato.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.