Arquivo/Reuters
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Militares tomam poder no Níger e prendem presidente

Tandja foi detido por tropas rebeldes encabeçadas por major Harouna, que tenta instaurar golpe no país

ABDOULAYE MASSALATCHI, REUTERS

18 de fevereiro de 2010 | 18h08

O presidente do Níger, Mamadou Tandja, foi detido por tropas rebeldes nesta quinta-feira, 18, depois de um golpe no país exportador de urânio do oeste da África que deixou ao menos três soldados mortos, afirmaram fontes militares.    

 

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Três militares nigerinos disseram em condição de anonimato que o golpe foi liderado pelo major Adamou Harouna.

"O golpe foi bem sucedido. Está sendo liderado pelo major Adamou Harouna", disse uma fonte. O presidente e os ministros estão detidos não muito longe do palácio presidencial, acrescentaram as fontes.

Mais cedo, colunas de fumaça foram vistas sobre o palácio depois que soldados atacaram o edifício onde Tandja mantinha uma reunião, provocando um tiroteio que se estendeu por horas na capital Niamei.

Tensões políticas tem se intensificado no Níger nos últimos meses devido à ampliação do mandato de Tandja, o que provocou críticas generalizadas e sanções internacionais.

A rádio estatal, que mantém sua transmissão normalmente, começou a tocar músicas militares.

Testemunhas disseram que metralhadoras e armas pesadas foram vistas na cidade na manhã desta quinta. Quatro horas mais tarde, o tiroteio tinha praticamente acabado.

Fontes hospitalares disseram que no mínimo três soldados foram mortos nos confrontos. Antes, uma testemunha da Reuters viu cinco soldados feridos em um hospital.

Um agente da inteligência, que pediu para não ser identificado, disse que a violência foi uma tentativa de golpe que a guarda presidencial tentava controlar. Uma fonte da diplomacia francesa classificou o incidente como uma tentativa de golpe, mas disse que a batalha durou pouco.

 

 

Dissolução

 

Os líderes dos golpistas que tiraram o presidente Mamadou Tandja do comando do Níger nesta quinta-feira afirmaram que suspenderam a constituição do país e dissolveram todas as instituições estatais.

 

O comunicado foi feito na televisão estatal por Colonel Goukoye Abdul Karimou, porta-voz da junta militar que se autodenomina O Supremo Conselho para a Restauração da Democracia.

(Reportagem adicional de Daniel Magnowski, David Lewis, George Fominyen e Diadie Ba, em Dacas, de Kwasi Kpodo, em Acra, e de Sophie Hardach e Yann Le Guernigou, em Paris)

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