Santi Donaire/EFE
Santi Donaire/EFE

Militares venezuelanos reafirmam apoio a Maduro

Um dia depois de prisão de brigadeiros 'golpistas', militares dizem que sua posição continua 'monolítica'

O Estado de S. Paulo,

26 de março de 2014 | 18h43

CARACAS - As Forças Armadas venezuelanas asseguraram nesta quarta-feira, 26, um dia depois do presidente Nicolás Maduro anunciar a prisão de três brigadeiros que supostamente planejavam um golpe de Estado, que continuam apoiando o governo.

"Frente aos acontecimentos, as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas se mantêm monolítica", afirmou o comunicado emitido pelo alto comando militar. "Houve uma situação com três oficiais brigadeiros e assim que isso foi detectado, foram tomadas ações dentro das nossas normas legais", explicou o comunidado que afirmou também que os três militares estão presos.

Na terça-feira, 25, na abertura de um encontro com chanceleres da União de Nações Sul-americanas (Unasul), Maduro revelou que os militares estavam presos. "Tenho de surpreendê-los e dizer que, na noite passada, capturamos três brigadeiros que vínhamos investigando graças ao poderoso moral de nossa Forca Armada Nacional Bolivariana. Três comandantes da Forca Aérea que pretendiam se lançar contra o governo legitimamente constituído", disse. "Todos estão à disposição dos tribunais militares."

Até o momento, nem o presidente nem o Estado-Maior deram detalhes sobre o suposto golpe. Os nomes dos três brigadeiros também não foram divulgados. Na noite de terça-feira, Maduro acusou Rocío San Miguel, diretora da ONG Controle Cidadão, de fazer parte do plano golpista, além de atuar como contato da oposição.

Em sua conta no Twitter, Rocío negou as acusações e disse que vem sofrendo ameaças desde a semana passada. À AP, a diretora da ONG disse que não tinha informações sobre o assunto e não disse não saber quem seriam os três militares presos. / AP

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