Twitter/ Angel Medina Devis
Twitter/ Angel Medina Devis

Militares venezuelanos reforçam fronteira com o Brasil, diz deputado opositor

Pelo Twitter, o parlamentar Angel Medina informou que agentes limitaram tráfego de veículos em estrada que liga os dois países para buscar ajuda humanitária em automóveis

Redação, O Estado de S.Paulo

09 Fevereiro 2019 | 04h01

CARACAS - O deputado venezuelano Angel Medina, opositor do regime de Nicolás Maduro, afirmou nesta sexta-feira, 8, que o governo da Venezuela reforçou a presença militar na fronteira com o Brasil. De acordo com o parlamentar, agentes limitam o tráfego e buscam ajuda humanitária em automóveis na estrada que liga as cidades de Santa Elena de Uairen, no sul da Venezuela, e Pacaraima, no Estado de Roraima.

"Eles reforçaram a presença militar na fronteira com o Brasil. Limitam o tráfego e realizam buscas detalhadas em veículos, buscando ajuda humanitária", disse no Medina no Twitter.

Em meio à crise venezuelana e a escassez de medicamentos e alimentos, o Parlamento venezuelano, presidido por Juan Guaidó, solicitou no mês passado a ajuda humanitária.

O líder opositor - que se autoproclamou presidente interino da Venezuela - anunciou na semana passada que Cúcuta (Colômbia), Brasil e uma ilha do Caribe seriam os centros de coleta para esta ajuda.

Nesta quinta, 7, uma dezena de veículos carregados com medicamentos e alimentos chegou em Cúcuta, onde foi instalado um centro de estocagem próximo à ponte internacional de Tienditas, bloqueada pelos militares venezuelanos com dois caminhões e uma cisterna.

O bloqueio já havia sido denunciado pelo deputado Franklyn Duarte na quarta-feira, 6, quando o parlamentar fez uma queixa semelhante a de Medina. O governo venezuelano afirma que os obstáculos na fronteira com a Colômbia não são novos e alega que a ponte Tienditas ainda não foi inaugurada.

O presidente Nicolás Maduro afirmou nesta sexta que “a Venezuela não vai permitir o show da ajuda humanitária falsa” e declarou que a situação de emergência é “fabricada por Washington”. / EFE

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