Yuri CORTEZ/ AFP
Yuri CORTEZ/ AFP

Militares venezuelanos usam faixas azuis para demonstrar apoio a Guaidó

Adereço também é usado por manifestantes e pelos líderes opositores Guaidó e Leopoldo López durante o ato contra Maduro

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2019 | 11h48

CARACAS - Os militares que apoiam o líder opositor autoproclamado presidente da Venezuela, Juan Guaidó, usam faixas azuis como forma de se identificarem no movimento contra Nicolás Maduro desta terça-feira, 30. Fotos mostram Guaidó e Leopoldo López, líder opositor que deixou a prisão domiciliar pela manhã, usando as mesmas faixas azuis amarradas nos braços.

López, líder do partido Vontade Popular (VP), disse que foi libertado nesta terça em Caracas, onde cumpria uma pena em regime de prisão domiciliar por liderar os protestos contra Maduro em 2014, como consequência de "um movimento militar e civil" e da ajuda de integrantes do Sebin, serviço de Inteligência venezuelana, que deixaram de apoiar Maduro.

O embaixador do governo Guaidó nos Estados Unidos, reconhecido pelo governo de Donald Trump, Carlos Vecchio, confirmou que esse adereço é a maneira de um militar mostrar que deixou de apoiar Maduro. "A faixa identifica os venezuelanos com ou sem uniforme que se mobilizam para acabar com a usurpação", afirmou Vecchio. 

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Os militares e manifestantes usam as faixas azuis amarradas nos braços ou em partes do rosto.

Mais cedo, Guaidó anunciou o "fim da operação liberdade" no país e, desde a base militar La Carlota, em Caracas, gravou um vídeo dizendo contar com o apoio de um grupo de militares para restaurar a democracia e "acabar com a usurpação de poder" - como os antichavistas se referem ao governo Maduro. 

O governo Maduro chamou a iniciativa de Guaidó de uma "tentativa de golpe de Estado". "Neste momento estamos enfrentando e desativando um grupo reduzido de militares traidores que se posicionaram na distribuidora Altamira para promover um golpe de Estado", escreveu no Twitter o ministro da Comunicação, Jorge Rodríguez, que se referiu ao caso como uma "tentativa" e acusou a "direita golpista". / AFP

 

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