Militarismo deve seguir predominante na Coreia do Norte

A nomeação ontem do filho caçula do ditador Kim Jong-il como general de quatro estrelas, vice-presidente da Comissão Militar Central do Partido dos Trabalhadores e um artigo publicado no jornal oficial da Coreia do Norte na segunda-feira indicam que o militarismo continuará a ser ideologia dominante do país, mesmo na hipótese de troca em seu comando.

AE, Agência Estado

29 de setembro de 2010 | 08h53

Na véspera da abertura do primeiro congresso do Partido dos Trabalhadores em 30 anos, o Rodong Sinmun, publicação que é porta-voz do governo, veiculou texto no qual afirma que a Coreia do Norte continuará a ser governada segundo os princípios da primazia do Exército em relação a todos os outros setores da sociedade e de autossuficiência em relação ao mundo exterior.

Sua nomeação como general e vice-presidente da Comissão Militar Central é a mais forte indicação até agora de que Kim Jong-un, de 27 anos, é o escolhido para ser o futuro líder da Coreia do Norte dentro do totalitarismo hereditário criado por seu avô, Kim Il-sung (1912-1994), o fundador e primeiro dirigente do país.

O nome de Kim Jong-un apareceu pela primeira vez na imprensa oficial norte-coreana ontem, no anúncio de sua nomeação como general de quatro estrelas, com outras cinco pessoas, entre elas sua tia Kim Kyong-hui, de 64 anos. Irmã de Kim Jong-il, Kim Kyong-hui é uma poderosa e ativa figura dentro do sistema político da Coreia do Norte e é vista como uma espécie de tutora do sobrinho Kim Jong-un.

Apesar de ser o sucessor escolhido por Kim Jong-il, é pouco provável que Kim Jong-un assuma o controle do país antes da morte de seu pai. A exemplo do que ocorreu com o atual ditador, ele deverá ser nomeado para postos cada vez mais relevantes até chegar ao comando da Coreia do Norte, se tudo correr como planejado por seu pai. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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