Mineiro boliviano decide voltar ao seu país após resgate no Chile

Carlos Mamani aceitou oferta de Evo Morales e será motorista de estatal em Cochabamba

AE-AP, Agência Estado

18 de outubro de 2010 | 19h03

Evo cumprimenta Mamani durante almoço com a família do mineiro

 

LA PAZ- O boliviano Carlos Mamani, único estrangeiro entre os 33 mineiros resgatados após dois meses presos numa mina no Chile, afirmou nesta segunda-feira, 18, que voltará a morar em seu país natal.

 

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Mamani esteve hoje na capital da Bolívia, La Paz, acompanhado da mulher e da filha de 14 meses, para um almoço com o presidente Evo Morales, no Palácio do Governo. Morales já havia dito que lhe ofereceria emprego e casa na Bolívia.

O mineiro disse que vai voltar definitivamente ao país assim que concluir os trâmites pendentes no Chile, entre eles um processo contra a mineradora que o empregava, movido pelo grupo de mineiros.

 

"Estou agradecido por estar aqui. Não esperava. Graças a esta recepção, estou feliz com minha família". Ele afirmou também que se sente chileno: "nasci no Chile após ter saído da mina".

Morales disse a ele que escolhesse a cidade onde quer viver e também um emprego na Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), segundo  o cônsul boliviano no Chile, Walker San Miguel, que participou da reunião em La Paz.

 

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Mamani escolheu Cochabamba, na região central da Bolívia onde, segundo ele mesmo comentou, será chefe de transportes com um salário mensal equivalente a US$ 1 mil.

 

 

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