Mineiros da Lonmin voltam a paralisar atividades

Os conflitos trabalhistas na África do Sul voltaram ao local de origem: 4 mil funcionários da mina Marikana recusaram-se a trabalhar na noite de quarta-feira (horário local), afirmou hoje a companhia Lonmin.

AE, Agência Estado

18 de outubro de 2012 | 10h29

O retorno das paralisações na mina de propriedade da Lonmin é um sinal ruim para a indústria de mineração sul-africana. Foi ali que começou, em agosto, as greves que afetam a produção de ouro e platina do país. A situação enfraqueceu a economia e criou sérios problemas políticos para o presidente Jacob Zuma.

A greve anterior em Marikana causou o mais violento confronto entre policiais e trabalhadores desde o fim do apartheid. Em meados de agosto as forças de segurança abriram fogo contra manifestantes na mina e mataram 34 pessoas.

Milhares de outros mineiros estão em greve em diversas localidades. Muitas companhias estão recorrendo a demissões para tentar encerrar as paralisações que já duram semanas.

Parte da produção de platina em Marikana continua, mas cerca de oito áreas diferentes do complexo foram afetadas nesta quinta-feira, afirmou a porta-voz da Lonmin, Sue Vey. Cerca de 28 mil pessoas trabalham no local. As informações são da Dow Jones.

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