Mineiros não querem retomar operações na Indonésia

Milhares de trabalhadores de uma mina que pertence a uma empresa dos EUA no leste da Indonésia se recusam a voltar ao trabalho até que as investigações sobre um dos piores acidentes de mineração no país sejam concluídas, afirmou o sindicato nesta sexta-feira.

AE, Agência Estado

31 Maio 2013 | 02h05

A Freeport-McMoRan retomou algumas das operações na terça-feira em sua mina de cobre e ouro em Grasberg, na província de Papua, após uma paralisação de quase duas semanas causada pelo desabamento de um túnel, que matou 28 trabalhadores. Dez pessoas foram resgatadas na ocasião.

A Freeport disse que operações de mineração subterrânea não foram retomadas devido a trabalhos de manutenção.

Um sindicato que representa 18 mil, dos mais de 24 mil trabalhadores na mina, disse que seus membros não voltarão a trabalhar até que as investigações sobre o acidente sejam completadas.

O porta-voz do sindicato Virgo Solossa disse que a decisão foi feita em linha com a política da Freeport de suspender operações após acidentes enquanto investigações ainda estiverem em curso.

"Nós também sentimos que as pessoas sob investigação, como o chefe de operações subterrâneas e outros gestores, devem ser mandados para casa para que eles não interfiram com as investigações", disse ele.

Investigações separadas por parte do governo e da empresa sobre o acidente estão sendo realizadas, mas ainda não há indicação sobre o que causou o desabamento em 14 de maio. No momento do incidente, 38 trabalhadores estavam em uma sessão de treinamento de segurança no local.

Solossa estima que as investigações devem tomar entre um a dois meses.

A subsidiária na Indonésia da Freeport não pode ser imediatamente contatada. As informações são da Dow Jones.

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