Mineiros são recebidos com emoção na superfície

Um a um, os mineiros que ficaram 69 dias presos na mina San José, no norte do Chile, a quase 700 metros de profundidade, chegavam à superfície nesta quarta-feira. Todos eram recebidos com abraços e lágrimas de familiares e das autoridades, em um ambiente de bastante emoção.

AE-AP, Agência Estado

13 de outubro de 2010 | 12h47

A ansiedade dos dias finais mesclou-se à alegria à 00h11, quando o primeiro mineiro, Florencio Ávalos, emergiu da cápsula para o resgate. Por enquanto, a operação segue sem problemas. Em meio a uma explosão de alegria, Ávalos abraçou seu filho de 7 anos que chorava e sua mulher, e então o presidente chileno, Sebastián Piñera.

Na sequência, Ávalos foi seguido por Sepúlveda, cujos gritos puderam ser ouvidos antes de a cápsula chegar à superfície. Ele abraçou sua mulher, entregou rochas como um souvenir da mina para os sorridentes funcionários encarregados do resgate, e vibrou como se houvesse ganhado um prêmio. "Eu acho que tive uma sorte extraordinária. Estive com Deus e com o diabo. Os dois brigaram e Deus venceu", disse Sepúlveda, enquanto esperava um helicóptero da Força Aérea levá-lo para um hospital, onde os mineiros passarão 48 horas em observação.

Os mineiros ficaram presos após um desabamento em 5 de agosto. Nos primeiros 17 dias, sobreviveram comendo muito pouco, sem que ninguém soubesse que estavam vivos. Então foram localizados e começou a operação para retirá-los dali. O Chile explodiu de alegria, após a notícia do primeiro dos resgates, pouco após a meia-noite. Na capital, Santiago, várias buzinas puderam ser ouvidas. Na capital regional de Copiapó, o prefeito cancelou as aulas para que pais e crianças possam assistir ao resgate em suas casas.

Todas as emissoras na América do Norte, na Europa e no Oriente Médio faziam uma cobertura ao vivo do resgate. Na América Latina, a cobertura também é intensiva.

O único não chileno dos 33 mineiros, o boliviano Carlos Mamani, foi visitado em uma clínica médica próxima por Piñera e pelo presidente da Bolívia, Evo Morales, que já ofereceu a ele um emprego e um terreno para ele construir sua casa. Mamani deve decidir ainda, porém, se pretende ou não voltar para seu país de origem.

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