Mike Hutchings/Reuters
Mike Hutchings/Reuters

Mineiros sul-africanos são acusados de matarem colegas

Trabalhadores foram presos há duas semanas, após polícia abrir fogo e matar 34

AE, Agência Estado

30 de agosto de 2012 | 16h07

JOHANNESBURGO - Mineiros empregados pela Lonmin Plc que foram detidos há duas semanas, após a polícia abrir fogo e matar 34 trabalhadores grevistas, foram acusados de assassinarem seus colegas, disse nesta quinta-feira, 30, a promotoria de Johannesburgo. "O tribunal hoje acusou todos os trabalhadores de assassinato, sob a lei comum" disse o porta-voz da promotoria, Frank Lesenyego, à agência France Presse (AFP).

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A greve na mina de platina de Marikana, na África do Sul, começou após 3 mil cavadores de rochas iniciarem um protesto por melhores salários. A greve foi considerada ilegal.

Após vários dias de lutas entre trabalhadores e guardas, que deixaram 10 mortos, incluindo dois policiais, a polícia abriu fogo contra uma multidão, uma marcha que os mineiros tentavam fazer até uma cidade vizinha. Os disparos da polícia mataram 34 trabalhadores.

Com Dow Jones

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