Ministério da Defesa nega onda de violência no Haiti

O Ministério da Defesa informou hoje, em nota divulgada à imprensa, que a situação de segurança no Haiti está sob controle. "A situação de segurança no Haiti, especialmente na capital, Porto Príncipe, está próxima ao que era antes do terremoto que atingiu o país, e não existe uma onda de violência conforme boatos surgidos nos últimos dias", diz a nota, que atribui a avaliação a autoridades civis e militares do Brasil que estão à frente do esforço de socorro ao Haiti.

SANDRA MANFRINI, Agencia Estado

20 de janeiro de 2010 | 17h55

O Comandante do Batalhão Brasileiro (Brabatt) no Haiti, Coronel João Batista Carvalho Bernardes, segundo o ministério, reconheceu que há preocupação com a possibilidade de reorganização dos criminosos que fugiram das prisões após o terremoto. No entanto, assegurou que isso não ocorreu e que os militares estão agindo para evitar que ocorra. "O nosso pessoal da inteligência já está em busca desses elementos", informou Bernardes, segundo a nota divulgada.

O Ministério da Defesa destaca ainda que o militar que comanda os batalhões de todos os países na missão da ONU, general brasileiro Floriano Peixoto, não prevê a deterioração das condições de segurança em consequência de reorganização das gangues nos bairros mais pobres e populosos de Porto Príncipe - Cite Solei e Belair.

"Segundo o comandante do Brabatt, os atos de violência que foram divulgados nos últimos dias como uma onda que fazia retroceder as conquistas da ONU são fatos isolados que já existiam antes, como sequestros e saques. A diferença é que agora há mais visibilidade a esses fatos, devido ao interesse maciço da mídia no país", diz a nota da Defesa.

O general Floriano Peixoto, segundo o ministério, determinou o deslocamento de tropas que estavam em cidades do interior e recebem ontem da ONU autorização para ampliar as tropas em até mais 2 mil militares e 1,5 mil policiais, o que será avaliado pela Minustah, Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti.

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