Ministério egípcio confirma novos atentados no norte do Sinai

Dois supostos extremistas se suicidaram nesta quarta-feira em duas localidades situadas no norte da Península do Sinai, sem causar vítimas, segundo confirmou o Ministério do Interior egípcio em comunicado. O primeiro ataque ocorreu por volta das 11h (6h em Brasília) e teve como alvo um veículo em que viajavam policiais egípcios e soldados da Força Multinacional de Observação (FMO) na região de Al Gorah, a oito quilômetros da fronteira com a Faixa de Gaza. "Um beduíno (habitante do Sinai) carregava uma bomba que explodiu durante a passagem de um carro em que policiais egípcios e membros da FMO viajavam", afirma a nota, que acrescenta que "o terrorista morreu" no atentado. O segundo ataque aconteceu 30 minutos depois, quando dois oficiais da polícia de Arish, na fronteira com Gaza, se dirigiam à região de Al Gorah para participar da investigação do primeiro atentado. "Outro beduíno em uma moto, que também carregava uma bomba, tentou interceptar o carro em que os dois oficiais da polícia viajavam, mas a bomba explodiu e matou o terrorista", acrescenta o comunicado. As forças de segurança isolaram os lugares onde ocorreram os dois atentados e iniciaram uma operação para deter possíveis cúmplices, acrescenta a nota. Fontes policiais tinham informado que no primeiro ataque, em Al Gorah, dois soldados da FMO ficaram feridos, mas porta-vozes desta força não confirmaram a informação. Na segunda-feira, um triplo atentado na cidade turística de Dahab, no leste do Sinai, matou 12 egípcios e seis estrangeiros. A FMO, estabelecida no norte da península do Sinai desde 1979, quando Egito e Israel assinaram seu histórico acordo de paz, é composta em sua maioria por efetivos da ONU e do Exército da Colômbia. Os efetivos da FMO vigiam a fronteira com Gaza para comprovar que nenhum dos dois países está violando as cláusulas do acordo, o primeiro assinado por Israel com um país árabe.

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