Ministério peruano renunciará diante de escândalo, diz premiê

TV mostrou gravações em que partido governista negociava suborno para aprovação de contratos de energia

Reuters e Agência Estado,

09 de outubro de 2008 | 18h03

Pressionado por um escândalo de corrupção, o primeiro-ministro do Peru, Jorge Del Castillo, disse nesta quinta-feira, 9, que oferecerá sua renúncia e a saída de todo o gabinete ao presidente do país, Alan García. "Todo o gabinete do presidente do Peru, Alan García, renunciará devido a um escândalo relacionado a concessões petrolíferas", afirmou o premiê. "Colocaremos nossos cargos à disposição do presidente da República para que ele decida", continuou Del Castillo, acompanhado da maioria dos membros do gabinete do governo no Congresso.   A decisão de Del Castillo se segue a uma decisão do Congresso peruano, que recusou-se a escutar uma explicação do primeiro-ministro sobre um escândalo sobre contratos de exploração de petróleo e gás natural. García não é obrigado a aceitar a renúncia.   Na noite do domingo, um programa da televisão peruana colocou no ar gravações de áudio nas quais integrantes do partido governista aparentemente negociavam subornos em troca de aprovação de contratos de exploração de petróleo e gás natural. Del Castillo e cerca de 15 ministros do governo García foram nesta quinta-feira ao Parlamento em Lima e tentaram explicar aos congressistas sua versão dos fatos.   O Congresso, de qualquer maneira, não quis ouvi-los e pediu para voltarem na próxima terça-feira, quando planeja debater uma moção de censura contra o gabinete de governo. O Congresso também planeja investigar os contratos de petróleo e gás natural. "Nós temos que respeitar a separação de poderes. Nós não vamos ao gabinete e pedimos para que eles nos escutem", disse o parlamentar Luis Galarreta, da oposição.   "Nós dissemos a ele que é bem-vindo aqui para explicar seu ponto de vista, mas lhe informamos que isso deverá ser feito na terça-feira", acrescentou Galarreta. Vários ministros e funcionários graduados do governo peruano renunciaram ou foram demitidos, incluído o ministro das Minas e Energia, Juan Valdivia, à medida que notícias sobre o escândalo crescem na mídia local.

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