REUTERS/Jorge Silva
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Ministério Público venezuelano quer pena de 14 anos de prisão para Leopoldo López

Líder opositor, que está preso desde fevereiro de 2014, foi acusado de incitação à violência e conspiração

O Estado de S. Paulo

01 Setembro 2015 | 09h28

CARACAS - O Ministério Público ratificou a acusação contra Leopoldo López pelos delitos de incêndio, incitação à violência e conspiração, informou nesta terça-feira, 1, o jornal venezuelano El Nacional. Os promotores Narda Sanabria e Franklyn Nieves pediram que o líder da oposição seja condenado a uma pena de até 14 anos de prisão.

De acordo com as leis do Código Penal, a infração mais grave é a conspiração. O artigo 37 da Lei Orgânica contra o Crime Organizado e o Financiamento do Terrorismo prevê uma pena de 10 anos em cárcere fechado para o crime.

Os promotores apresentaram suas conclusões e, durante quase três horas, relataram os acontecimentos da marcha do dia 12 de fevereiro de 2014 e as mensagens publicadas por López em seu perfil oficial no Twitter.

O opositor está preso desde fevereiro de 2014, acusado de incitação à violência durante as manifestações do ano passado contra o governo, que deixaram 43 mortos e mais de 800 feridos. Seu partido, Vontade Popular, liderou o movimento chamado La Salida, em que os manifestantes exigiam a derrubada ou renúncia do presidente Nicolás Maduro.

Segundo o jornal, os promotores ressaltaram a liderança reconhecida de López e que ele tem atuado por “meios convencionais e alternativos”.

Nieves qualificou o discurso do opositor como traiçoeiro e afirmou que as palavras dele, “nas entrelinhas”, incitavam à violência, O promotor ainda disse que o ataque ao Ministério Público e as pichações contra a procuradora-geral da república Luisa Ortega Diaz eram agressões ao governo.

Houve um tumulto no tribunal quando Nieves afirmou que os adolescentes que participaram da manifestação e causaram danos ao gabinete da procuradoria receberam material inflamável dos estudantes.

Ele também mostrou fotos dos estudantes processados e de algumas vítimas. “Bassil Da Costa disse que procurava um futuro melhor e este foi o futuro que conseguiu”, afirmou ao mostrar a imagem do jovem que foi assassinado durante os confrontos em fevereiro.

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