Ministério terá de explicar medida racista nos ônibus de Israel

Nova ordem impede palestinos com permissão de trabalho de tomar coletivos que saem de Israel para entrar na Cisjorfânia

O Estado de S. Paulo

28 de outubro de 2014 | 15h11

JERUSALÉM - A Procuradoria-Geral do Estado pediu ao ministro da Defesa de Israel, Moshe Yaalon, que justifique a nova direção racista que impede os trabalhadores palestinos de viajar nos mesmos ônibus israelenses nos quais estão os colonos judeus na Cisjordânia ocupada.

De acordo com o jornal "Haaretz", que na segunda-feira revelou o escândalo, foi a ministra da Justiça, Tzipi Livni, quem pediu ao procurador-geral do Estado, Yehuda Weinstein, que "investigue a legalidade desta decisão". A segregação, que não está vinculada as razões de segurança, pode se transformar em um "ato ilegal de discriminação", advertiu a ministra.

Fontes no Ministério da Defesa garantiram no domingo que a iniciativa se sustenta nessas "razões de segurança" e que não responde às pressões dos colonos, como denunciaram diversos meios de comunicação.

A nova ordem impede palestinos com permissão de trabalho de entrar nos ônibus que saem das estações em Israel e entram em território ocupado para transportar colonos judeus que vivem na Cisjordânia. O Ministério da Defesa israelense justifica que, "por motivos de segurança", esses trabalhadores palestinos que entram na zona de Tel Aviv devem voltar pelo mesmo posto de controle por onde entraram em Israel.

Até o momento, esses trabalhadores - que estão proibidos de passar a noite em território israelense - entravam pelo posto de Eyal, mas podiam voltar para casa por qualquer outro.

A decisão coincide com uma agressiva campanha lançada pelos colonos judeus e líderes políticos ultranacionalistas e de extrema direita - que inclui vídeos - para exigir que os palestinos da Cisjordânia que trabalham em Israel não possam usar os ônibus israelenses. / EFE

 

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