Ministra de Exteriores diz que Mahmoud Abbas é irrelevante

A ministra israelense de Assuntos Exteriores, Tzipi Livni, qualificou hoje, domingo, o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, de "irrelevante", uma terminologia já utilizada por Israel para isolar Yasser Arafat diplomaticamente."Abu Mazen (apelido de Abbas) não pode ser a face amável de um Governo terrorista", declarou Livni à rádio pública israelense após se reunir nesta tarde em Jerusalém com o subsecretário de Estado dos EUA para o Oriente Médio, David Welch.A chefe da diplomacia israelense acrescentou que o presidente palestino "não pode ser a cara bonita de um terrorismo feio que se esconde por trás do (próximo) Governo palestino", a ser liderado pelo movimento extremista islâmico Hamas, vencedor das eleições legislativas palestinos de 25 de janeiro.A postura de Livni deixa à mostra as profundas fissuras entre Israel e os EUA quanto à atitude que será tomada com relação a Mahmoud Abbas quando o novo Executivo palestino tomar posse.Fontes diplomáticas israelenses, acrescentou a emissora, disseram que os EUA procuram reforçar Abbas para enfrentar o crescente poder do Hamas, enquanto Israel não transige com este ponto."Será um grave erro se a comunidade internacional se consolar nos braços de Abu Mazen depois da subida ao poder do Hamas; só uma mensagem forte e agressiva produzirá resultados no futuro", disse a ministra a Welch.O qualificativo de "irrelevante" foi utilizado pela primeira vez em agosto de 2001 pelo Governo israelense liderado pelo primeiro-ministro, Ariel Sharon, para definir o histórico líder palestino, Yasser Arafat, antecessor de Abbas à frente da ANP.A utilização do termo "irrelevante" e as conotações que eram obtidas foram o passo prévio às ações tomadas por Israel para isolar Arafat na sede governamental da ANP em Ramala, a "Muqata", onde permaneceu confinado até praticamente sua morte, em Paris em novembro de 2004.

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