Ministra israelense quer endurecer pena para quem jogar pedra na polícia

Todos os anos, milhares de palestinos, em sua maioria jovens, são condenados por atirar pedras contra forças de segurança durante manifestações ou confrontos

O Estado de S. Paulo

28 de maio de 2015 | 15h53

JERUSALÉM - A Ministra da Justiça de Israel, Ayeled Shaked, quer endurecer a pena e facilitar a condenação por lançamento de pedras. A ministra apresentará duas modificações à lei vigente à Comissão Ministerial de Assuntos Legislativos no próximo domingo, 31, segundo o jornal israelense Yediot Aharonot

Uma das alterações que Ayeled pretender fazer é igualar o ato de "atirar pedras ou objetos a policiais ou a seus veículos para interromper sua ação"  com "atacar um policial em situação agravante". Em novembro, uma emenda aumentou a punição pelo crime para até 20 anos de cadeia.  

A ministra também quer acabar com a necessidade de provar que o ato tem intenção dos acusados, em sua maioria palestinos, de causar danos em situações de menor gravidade. A regra antiga ainda seria mantida em casos de pena máxima.

Uma proposta similar teria sido recusada no ano passado mesmo contando com o apoio da chefe de Justiça anterior Tzipi Livni. Todos os anos, milhares de palestinos, em sua maioria jovens, são condenados por atirar pedras contra forças de segurança durante manifestações ou confrontos. 

Pressão. Em entrevista à rádio France Inter, o chanceler francês, Laurent Fabius, afirmou, nesta quinta-feira, 28, que viajará à Israel e a territórios palestinos a fim de pressionar o consenso internacional por uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que estabeleça os parâmetros para as negociações de paz. 

"Nós defendemos uma solução de dois Estados. Precisamos garantir a segurança de Israel, isso é óbvio. Não há paz e segurança sem justiça para os palestinos, mas vamos ser honestos, justiça não tem sido dada a eles", disse Fabius.

A França entregou um documento de trabalho aos países da Liga Árabe em preparação para uma resolução do Conselho de Segurança que estabeleça os parâmetros para novas conversações de paz entre palestinos e israelenses, segundo diplomatas franceses. / EFE e REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.