A ministre da Justiça da Ucrânia, Elena Lukash, ameaça pedir a imposição de estado de emergência a menos que os manifestantes deixem o prédio de seu Ministério, invadido durante a noite.

27 de janeiro de 2014 | 09h24

A tomada do prédio durante a madrugada mostra como os manifestantes contrários ao governo estão cada vez mais dispostos a adotar medidas dramáticas para forçar a renúncia do presidente e fazer com que o governo faça outras concessões. No momento, os manifestantes ocupam quatro prédios importantes no centro de Kiev, dente eles a prefeitura da capital.

A ministra disse na manhã desta segunda-feira que pedirá ao Conselho Nacional de Segurança que imponha um estado de emergência se os manifestantes não saírem do prédio, mas não determinou data limite para isso acontecer.

A imposição de um estado de emergência deve irritar os manifestantes, que entraram em confronto com a polícia várias vezes na semana passada. Três deles morreram.

Em comunicado transmitido pela televisão, Lukash disse que os "chamados manifestantes" tomaram o prédio quando funcionários do Ministério estavam trabalhando em medidas para conceder anistia aos participantes dos protestos e para fazer mudanças na Constituição, que levaraiam o país de volta a um sistema no qual os poderes do primeiro-ministro são mais fortes.

No sábado, o presidente Viktor Yanukovych ofereceu o cargo de primeiro-ministro a Arseniy Yatsenyuk, um dos mais importantes líderes da oposição. Embora ainda não tenha rejeitado a oferta definitivamente, Yatsenyuk disse que os protestos continuarão e que a sessão especial do Parlamento, convocada para terça-feira, será o "dia do julgamento".

Não está claro se mudanças constitucionais estarão na agenda da sessão. A perspectiva de um estado de emergência surge após declarações oficiais indicando que o governo estuda a adoção de medidas vigorosas contra os manifestantes após os confrontos violentos na última semana.

Três manifestantes morreram durante os confrontos com a polícia, dois dos quais após terem sido atingidos por disparos de arma de fogo e o terceiro por ferimentos não especificados. Autoridades disseram que os policiais que acompanham os protestos não carregam o tipo de arma que matou os dois homens alvejados. Fonte: Associated Press.

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