Ministras renunciam no Japão

As ministras japonesas da Indústria, Yuko Obuchi, e da Justiça, Midori Matsushima, renunciaram aos cargos nesta segunda-feira. As dirigentes haviam assumido os postos em setembro em uma reformulação do gabinete do primeiro-ministro Shinzo Abe.

AE, Estadão Conteúdo

20 de outubro de 2014 | 08h19

Yuko Obuchi é a primeira ministra a pedir demissão desde que Abe chegou ao poder em dezembro de 2012. Filha de um ex-primeiro-ministro, Obuchi foi considerada um candidata dentro do Partido Liberal Democrático para se tornar a primeira premiê mulher do Japão e era um símbolo da política de Abe de promoção de mulheres para cargos.

Obuchi renunciou ao cargo de ministra da economia, comércio e indústria, após registros financeiros mostrarem que grupos de apoio político controlados por ela gastaram centenas de milhares de dólares em viagens de lazer para Tóquio oferecidas a apoiadores.

Obuchi disse que reconheceu a existência de lacunas nos registros financeiros, incluindo alguns pagamentos que não foram registrados, e disse que iria convidar peritos a analisar os problemas. Ela afirmou que não acreditava que benefícios indevidos foram fornecidos a seus partidários.

Horas após o anúncio de Obuchi, a ministra da Justiça, Midori Matsushima, também entregou sua renúncia. Ela estava enfrentado acusações de que havia distribuído bens de forma gratuita a apoiadores.

Abe disse que aceitou as duas demissões, com pesar, e deve nomear os sucessores mais tarde. "Ofereço minhas profundas desculpas ao povo pelo fato de que esta situação se desenvolveu", disse ele. Fonte: Dow Jones Newswires.

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