Ministro admite que atividade da guerrilha cresceu no Peru

O ministro da Defesa peruano, Aurelio Loret de Mola, disse hoje que a atividade da guerrilha do Sendero Luminoso cresceu no país, mas descartou a possibilidade de que o grupo maoísta esteja ensaiando um retorno significativo. ?Não vejo uma reestruturação do Sendero Luminoso?, disse De Mola em entrevista publicada nesta segunda-feira pelo jornal peruano El Comercio. O Sendero Luminoso, que tenta derrubar o governo, desfechou sua primeira ofensiva nos ano 80. No início dos anos 90, o grupo tinha cerca de 10.000 militantes em suas fileiras e quase colocou o governo de joelhos com uma campanha de assassinatos e explosão de carros-bomba. Entre militares, rebeldes e civis, o conflito deixou cerca de 30.000 mortos no país. A violência caiu significativamente após a prisão do máximo líder do grupo, Abimael Guzmán, em 1992. De acordo com Loret de Mola, os rebeldes remanescentes podem ser divididos em dois grupos: um com cerca de 40 membros, no vale do rio Huallaga, na região central do Peru - que não tem se envolvido em conflitos desde o final de 2000; outro com 135 pessoas, na região do rio Apurimac - o responsável pelos últimos atos de violência, segundo o ministro. Na última quinta-feira, rebeldes emboscaram uma patrulha da Marinha que parou para almoçar em uma clareira da selva perto do rio Apurimac, matando cinco militares e dois guias. De acordo com Loret de Mola, 1.100 soldados estão buscando os rebeldes numa operação que vai até o final de julho a um custo de US$ 1,4 milhão.

Agencia Estado,

14 Julho 2003 | 15h57

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