Ministro alemão defende ataque que matou civis afegãos

O ministro da Defesa alemão, Karl-Theodor Zu Guttenberg, admitiu hoje que civis morreram em um ataque aéreo ao Afeganistão no dia 4 de setembro. "Eu pessoalmente admito que houve vítimas civis", afirmou, apesar de notar que ainda há informações contraditórias no caso. "Eu lamento profundamente cada vítima civil." Apesar disso, ele insistiu que o ataque pedido pela Alemanha era necessário.

AE-AP, Agencia Estado

06 Novembro 2009 | 16h00

Guttenberg disse que um relatório da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) concluiu que ocorreram "erros de procedimento" no ataque. Mas ele defendeu a decisão de um comandante alemão de solicitar a ofensiva, afirmando que a medida era "apropriada em termos militares"

O comandante, coronel Georg Klein, solicitou à Otan um ataque aéreo contra dois caminhões-tanque que haviam sido tomados por militantes do Taleban perto de Kunduz. Ele temia que os veículos se transformassem em armas no combate às tropas, em uma eventual explosão ou atentado suicida, por exemplo.

O relatório preparado pela força liderada pela Otan é secreto, mas Guttenberg recebeu permissão para comentá-lo em conversa com membros do Parlamento alemão responsáveis por temas militares. Ele não explicou quais seriam os erros de procedimento cometidos. Citou apenas regras contraditórias, confusas e em alguns momentos em desuso como parcialmente responsáveis pelo problema. A Alemanha mantém 4 mil soldados no norte afegão. Desde o início da missão, morreram 36 militares alemães no país.

Mais conteúdo sobre:
Alemanha ataque civis Afeganistão

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.