Ministro alemão teme risco de guerra entre palestinos

O ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Frank Walter Steinmeier, fez uma advertência sobre o risco de uma possível guerra civil entre o movimento islâmico Hamas e seus rivais do Fatah, grupo liderado pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas."Estou muito preocupado com o aumento da violência nos territórios palestinos", disse o ministro ao jornal árabe Al-Hayat em entrevista publicada nesta quinta-feira."Seria um pesadelo se acontecesse qualquer tipo de conflito bélico entre palestinos, e todas as facções palestinas têm que assumir suas responsabilidades para impedir que isso ocorra", acrescentou.Para o ministro alemão, qualquer solução para o conflito entre israelenses e palestinos passa pela criação do Estado palestino, independentemente se haverá uma convivência pacífica com Israel."Considero que o Quarteto de Madri para o Oriente Médio (União Européia, Estados Unidos, ONU e Rússia) pode ajudar a alcançar este objetivo se conseguir construir uma atmosfera de confiança mútua", disse.Steinmeier fez críticas à atual política do presidente sírio, Bashar al-Assad, no Oriente Médio, particularmente no Líbano, que considerou contrária aos próprios interesses da Síria, e pediu que Assad faça mudanças drásticas.Para o político alemão, Bashar al-Assad deve "mostrar sabedoria e coragem neste assunto"."Bashar al-Assad me disse que queria que a Síria fosse parte da solução e não do problema no Oriente Médio. É uma declaração positiva, mas as palavras devem se traduzir em ações", afirmou.Com relação ao Iraque, o ministro lembrou que a Alemanha se opôs à invasão em 2003, mas ressaltou que "agora não é o momento de criticar a política americana", mas de deixar claro o apoio às instituições do Iraque."A Alemanha e outros países europeus continuarão apoiando os esforços do governo iraquiano para trazer estabilidade ao Iraque, para sua reconstrução e para a conquista de um país unido, democrático e federal", disse.Steinmeier deixou claro que não se opõe a uma idéia federal do Iraque, sepre que o país se mantenha unido, pois "qualquer tentativa de dividi-lo traria inumeráveis riscos e ameaças para a estabilidade da região".

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