Ministro árabe pede definição clara de "terrorismo"

A exigência de que seja cuidadosamente definido o termo "terrorismo" e a condenação à "brutal agressão de Israel contra o povo palestino" foram alguns dos conceitos emitidos pelo ministro do Interior da Arábia Saudita, Nayef Bin Abdulaziz Al-Saud, em Beirute. O termo "terrorismo" não existe no dicionário dos países árabes e islâmicos, já que o islamismo é uma religião baseada no diálogo e na tolerância, disse Abdulaziz Al-Saud em seu discurso na abertura da 19ª reunião do Conselho de Ministros do Interior árabes, patrocinado pelo presidente libanês, Émile Lahoud. O príncipe Nayef reiterou o pedido de uma "cuidadosa e clara" definição do que é terrorismo e condenou a "brutal agressão israelense contra o povo palestino dos territórios ocupados". "Se as ações de Israel não são terrorismo, então o que é terrorismo?", perguntou Nayef, ratificando a necessidade de não se confundir terrorismo "com o legítimo direito de resistir a uma ocupação militar". Os trabalhos da reunião do Conselho - que se estenderá por três dias - foram inaugurados hoje em uma capital libanesa "blindada" e semideserta, em meio a uma impressionante operação de segurança. As medidas de segurança extremadas, como não se via há muito tempo em Beirute, causaram transtornos à população, especialmente aos motoristas, já que as principais avenidas foram utilizadas para a passagem do cortejo de 18 automóveis, um para cada um dos ministros presentes ao encontro.

Agencia Estado,

29 Janeiro 2002 | 15h44

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