REUTERS/Henry Nicholls
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Governo do Reino Unido assina extradição de Assange para os EUA

Sajid Javid, ministro britânico do Interior, assinou ordem que permite à Justiça do país analisar o pedido enviado por Washington; primeira audiência sobre a requisição está marcada para a sexta-feira, 14

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de junho de 2019 | 11h42
Atualizado 13 de junho de 2019 | 20h22

LONDRES - O ministro britânico do Interior, Sajid Javid, confirmou nesta quinta-feira, 13, ter recebido o pedido dos Estados Unidos e assinado a extradição do fundador do WikiLeaks, o australiano Julian Assange, acusado de espionagem, um passo burocrático que abre caminho para uma batalha judicial.

Na terça-feira, o Departamento de Justiça dos EUA anunciou ter apresentado um pedido formal de extradição. O pedido foi assinado na quarta-feira pelo ministro Javid, o que certificou sua tramitação. A decisão sobre se Assange será extraditado cabe, porém, à Justiça: a próxima audiência sobre o caso deve acontecer nesta sexta-feira, 14.

O australiano de 47 anos viveu quase sete anos refugiado na embaixada do Equador em Londres até sua detenção, em 11 de abril. A prisão aconteceu depois que Quito retirou sua condição de asilo e sua nacionalidade equatoriana.

Agora, ele cumpre uma pena de 50 semanas de detenção em uma prisão britânica. A sentença foi imposta, porque Assange desrespeitou as condições de sua liberdade sob fiança, quando se refugiou na missão diplomática equatoriana em 2012.

"Fico satisfeito que a polícia tenha finalmente conseguido prendê-lo e que agora esteja atrás das grades, porque infringiu a lei britânica", disse Javid à rádio da BBC. "Há um pedido de extradição dos EUA que será apresentado à Justiça amanhã (...) De modo que eu o assinei, mas a decisão está agora nos tribunais", acrescentou.

Assange aguarda extradição

Assange, que está detido na prisão de segurança máxima de Belmarsh, no sudeste de Londres, não deve acompanhar pessoalmente o julgamento do pedido de extradição, mas poderá fazê-lo por videoconferência.

A primeira confrontação de argumentos nos tribunais, no entanto, deverá ocorrer em várias semanas ou meses, segundo o redator-chefe do WikiLeaks, Kristinn Hrafnssn.

Washington acusa Assange de violar a lei de espionagem dos EUA ao publicar em 2010 em seu site centenas de milhares de documentos secretos militares e diplomáticos. / AFP

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