Ministro britânico defende cortes do orçamento policial

O ministro das Finanças do Reino Unido, George Osborne, defendeu que o governo deve prosseguir com seu plano de reduzir o orçamento da polícia britânica e que o atual debate deveria ter como foco os profundos problemas sociais do país, expostos pelos violentos protestos e saques recentes, em vez do número de policiais.

CYNTHIA DECLOEDT, Agência Estado

13 de agosto de 2011 | 10h07

Seus comentários respondem às crescentes pressões para que o governo abandone seu programa de corte de 20%, cerca de 2 bilhões de libras, no orçamento destinado à polícia britânica até 2015, como parte do programa de austeridade do governo de 111 bilhões de libras. Diante dos protestos, autoridades seniores da polícia, o prefeito de Londres, Boris Johnson, e líderes da oposição pediram ao governo que reconsiderasse o corte do orçamento.

Osborne afirmou que o governo segue comprometido com a redução do orçamento, a descrevendo como uma "reestruturação" para melhorar o serviço policial e o tornar mais visível. O ministro disse ainda que nos últimos anos os políticos e a mídia compreensivamente centraram-se nos problemas econômicos do país e no resto do mundo, mas que agora é o momento de se voltarem para os grandes problemas da sociedade britânica.

"Esses problemas (econômicos e sociais) estão intimamente relacionados, porque o custo ao governo para lidar com o que David Cameron (o primeiro-ministro) chama de "sociedade doente" é uma das razões pelas quais nosso orçamento está fora do controle", disse durante entrevista à rádio BBC. Osborne afirmou que o debate não deveria ser reduzido a quantos policiais estão nas ruas.

"Estamos falando de pessoas que têm sido ignoradas por muito tempo e em ajudá-las a sentirem que têm uma participação na sociedade, que sabem a diferença entre o certo e o errado, que compreendem sua responsabilidade em suas comunidades, não apenas seus direitos", acrescentou. "Este é o desafio que o governo tem a frente". As informações são da Dow Jones.

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