Ministro canadense não crê em ataque ao Iraque

O Canadá provavelmente não participará de uma invasão ao Iraque encabeçada pelos EUA, a não ser que haja provas de que Saddam Hussein planeje atacar o Ocidente, disse o ministro da Defesa, John McCallum. Falando ao jornal Globe and Mail e à revista Maclean´s, McCallum disse que seu governo ainda não decidiu se participará da campanha contra o Iraque. O ministro insistiu em que não há provas suficientes, por enquanto, que justifiquem a participação canadense em uma invasão. Shane Diaczuk, um porta-voz do ministério da Defesa, confirmou as declarações de McCallum. "Embora continuemos apoiando a guerra contra o terror, o governo canadense não adotou uma posição sobre o Iraque, apenas expressou sua apreensão", disse o ministro ao Globe and Mail e à Maclean´s. "Por enquanto, parece pouco provável que participemos de uma guerra contra o Iraque". Na entrevista à Maclean´s, McCallum insistiu em que "pelo que sabemos hoje, estranharia que participássemos" da ofensiva. "Ao mesmo tempo, não podemos afirmar categoricamente que não (lutaremos contra o Iraque), porque isto depende de os EUA encontrarem provas inequívocas de que Saddam Hussein esteja disposto a atacar o Ocidente com a varíola ou outra arma terrível", acrescentou o ministro. Se tal prova for apresentada, a invasão do Iraque poderia ocorrer "sob a proteção da ONU", disse McCallum. Seus comentários refletem a crescente inquietação canadense em relação à guerra dos EUA contra o terrorismo, desde os ataques de 11 de setembro. Por exemplo, o Canadá reduziu sua participação na campanha militar no Afeganistão. Os mais de 800 soldados canadenses que abandonaram aquele país no mês passado não foram substituídos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.