Ministro chinês telefona a colega da Índia para discutir Tibet

O principal responsável pela políticaexterna da China, Dai Bingguo, falou ao telefone no domingo comum ministro indiano para discutir as manifestações no Tibet,cuja situação tem sido um fator de irritação entre os doisgigantes vizinhos. O conselheiro de Estado telefonou para o assessor deSegurança Nacional da Índia, M.K. Narayanan, para explicar aposição da China em relação às semanas de protestos contra ogoverno no Tibet. A informação foi postada no Web site doMinistério do Exterior chinês (www.fmprc.gov.cn). As relações entre a China e a Índia vêm melhorando, e ocomércio entre os dois países vêm crescendo, após décadas derivalidade e uma guerra de fronteira em 1962. Mas a questão doTibet continua a ser motivo de discórdia entre os dois países. A cidade indiana de Dharamsala, na região do Himalaia,abriga o governo tibetano no exílio e é lar do Dalai Lama,líder espiritual do budismo tibetano, desde que ele deixou aChina, em 1959, após um levante fracassado contra o governocomunista. O site do Ministério disse que Dai "explicou o ponto devista da China e sua preocupação profunda e expressou aesperança de que a Índia continue a compreender e apoiar asações da China." Narayanan disse que a Índia continua a ver o Tibet comoparte da China. "O lado indiano não permite que tibetanosparticipem de atividades políticas voltadas contra o governochinês", teria dito Narayanan, de acordo com o comunicado. A China culpa o Dalai Lama pelos dias de protestos emLhasa, que explodiram numa manifestação que cobriu a cidadeinteira em 14 de março, e por outras manifestações de protestoem suas regiões de etnia tibetana. Pequim diz que o Dalai Lamabusca a independência do Tibet e quer criar obstáculos àsOlimpíadas de Pequim. Vencedor do Prêmio Nobel da Paz, o Dalai Lama, de 72 anos,nega que esteja coordenando as manifestações e repetiu quedeseja autonomia, e não independência, para a isolada regiãomontanhosa do Tibet.

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