EFE/Presidência da República Dominicana
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Ministro colombiano diz que Farc cumprem cessar-fogo

Juan Carlos Pinzón, da pasta da Defesa, diz, no entanto, que grupo rebelde comete outros tipos de crimes

O Estado de S. Paulo

11 de fevereiro de 2015 | 18h33

BOGOTÁ - O ministro de Defesa da Colômbia, Juan Carlos Pinzón, disse nesta quarta-feira, 11, que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) cumpriram com o cessar-fogo unilateral. Contudo, ele alertou que o grupo está cometendo outros tipos de crimes, diferente dos ataques a agentes de segurança ou infraestrutura energética do país.

"Acredito que é preciso reconhecer que esta gente não fez atentados com explosivos contra a infraestrutura (energética), nem ataques diretos contra a força pública, desde o momento que falaram de cessar-fogo unilateral", indicou Pinzón a jornalistas em uma aparição pública em Bogotá.

Mas ele alertou que isso não significa que tenham deixado de "extorquir ou tenham abandonado o negócio de narcotráfico, que tenham deixado o negócio de mineração criminosa ou que tenham deixado o recrutamento de crianças".

Em meados de dezembro, as Farc anunciaram, como um gesto de paz, em Cuba, que começaram um cessar-fogo unilateral e indefinido.

A proposta dos insurgentes foi bem recebida pelo governo do presidente Juan Manuel Santos, mas com a ressalva de que as Forças Armadas e a polícia não poderiam deixar a obrigação constitucional de enfrentar a criminalidade.

O compromisso de cessar-fogo unilateral e indefinido das Farc foi verificado e confirmado por instituições oficiais, como a Defensoria Pública, que na Colômbia tem como objetivo lutar pela defesa dos direitos humanos.

Desde o fim de 2012, a administração de Santos e as Farc tem conduzido em Cuba um processo de negociação para tentar acabar com mais de 50 anos de confrontos. / AP

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