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Ministro da Defesa de Israel ameaça deixar o governo

O ministro da Defesa de Israel ameaçou hoje retirar-se, e ao Partido Trabalhista, do governo, depois que um ministro de extrema-direita o chamou de ?tolo? e ?mentiroso? numa disputa sobre o desmantelamento de postos avançados de assentamentos na Cisjordânia. A saída dos trabalhistas poderia derrubar a coalizão do primeiro-ministro Ariel Sharon e levar a eleições antecipadas. As eleições estão originalmente programadas para novembro de 2003.O Partido Trabalhista já ameaçou várias vezes abandonar o governo, mas parece não ter pressa de enfrentar uma eleição. Pesquisas sugerem que os trabalhistas perderiam.A disputa entre o ministro da Defesa, Binyamin Ben-Eliezer e o ministro da Infra-Estrutura, Effie Eitam, um patrono dos assentamentos, foi provocada pelo desmantelamento de diversos postos avançados de assentamentos na Cisjordânia pelas tropas israelenses, nos últimos dias. Colonos estabeleceram dezenas de postos avançados sem o consentimento do governo nos anos recentes, a fim de impedir a transferência de territórios para os palestinos.No fim de semana, um violento confronto ocorreu entre soldados e dezenas de colonos, em um dos postos avançados. Tropas se deslocaram durante o Sabá judaico, o que provocou protestos de líderes dos colonos, muitos dos quais respeitam o feriado.No domingo, Eitam, líder do Partido Nacional Religioso, atacou Ben-Eliezer durante a reunião semanal do gabinete, chamando-o de tolo, covarde e mentiroso. Sharon repreendeu Eitam hoje, e o ministro garantiu ao premiê que irá "evitar fazer comentários pessoais do tipo" no futuro, segundo um comunicado do escritório de Sharon. Entretanto, numa entrevista na tevê israelense, Eitam zombou da reprimenda de Sharon. Enfurecido, Ben-Eliezer disse que os trabalhistas não permanecerão num mesmo governo com Eitam. "Não seremos capazes de nos sentar com alguém que faz provocações", afirmou Ben-Eliezer à tevê. "Enquanto um incitador e agitador continue a sentar à mesa do gabinete ... não estaremos nesse governo". Eitam acusou Ben-Eliezer e seus colegas de fazer provocação, ao chamá-lo de fascista. Segundo ele, o ministro do Exterior, Shimon Peres, também um trabalhista, chamou rabinos de colonos judeus de "podres". "Não sairemos do governo. Somos uma parte importante do governo, nós contribuímos com o governo", justificou Eitam à Rádio de Israel. O vice-ministro da Defesa, Weizman Shiri, disse que Ben-Eliezer está determinado a tirar o Partido Trabalhista do governo caso Eitam continue. Peres também exigiu a saída de Eitam.

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