Ministro da Defesa de Israel deixa partido para criar nova legenda 'sionista'

Ehud Barak diz que grupo Independência buscará retomar espírito de formação política de David Ben-Gurion

Efe

17 de janeiro de 2011 | 10h26

JERUSALÉM - O ministro da Defesa de Israel e atual líder do Partido Trabalhista, Ehud Barak, anunciou nesta segunda-feira, 17, sua saída da legenda que integra para formar junto a outros quatro correligionários um novo partido que se chamará Independência.

 

"Solicitamos à Comissão do Parlamento a formação de uma nova facção que receberá o nome de Independência (...) Um partido sionista e democrático", anunciou Barak em entrevista coletiva no Parlamento israelense (Knesset) em Jerusalém.

 

Acompanhado por quatro deputados trabalhistas - Matan Vilani, Shalom Simhon, Eitan Wilf e Orit Noked - Barak disse que a nova legenda tentará resgatar o espírito do partido esquerdista israelense Mapai do histórico ex-primeiro-ministro David Ben-Gurion.

 

"Nossa ordem do dia será primeiro o Estado, depois o partido, depois a comunicação e finalmente nós", declarou o titular da Defesa, que encorajou aos que pensam como ele a se somar à nova formação política que terá por missão defender "tudo o que seja bom e correto para Israel".

 

Barak anunciou sua decisão após ter solicitado em carta à Comissão da Knesset abandonar o Partido Trabalhista para criar o novo partido. Ainda se desconhece que impacto terá a decisão na coalizão de governo liderada pelo primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e que integram cinco ministros trabalhistas.

 

Por enquanto, o partido conservador Likud, liderado por Netanyahu, instruiu seus membros para que apoiem a decisão de Barak, informam meios de imprensa locais.

 

O vice-ministro da Defesa Vilani, que decidiu acompanhar Barak em sua nova aventura política, manifestou no comparecimento de imprensa que o novo partido impulsionará as tentativas por retomar o processo de paz com os palestinos.

 

Os trabalhistas, que governaram as três primeiras décadas da história do Estado de Israel, continuam sendo considerados o principal partido de esquerda neste país. O partido obteve o pior resultado de sua história nas eleições de fevereiro de 2009 que já despertaram os temores de uma cisão interna.

 

Quarta formação política de Israel com 13 deputados entre as 120 cadeiras que integram o Parlamento, o Partido Trabalhista é membro da Internacional Socialista e vive há anos imerso em disputas internas.

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