Ministro da Defesa de Israel diz que não renunciará ao cargo

Ehud Barak diz que não deixa cargo por causa das críticas feitas à forma como foi conduzida guerra no Líbano

AP-AE

03 de fevereiro de 2008 | 18h37

O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, disse que não vai renunciar ao cargo por causa das críticas feitas pela comissão independente Winograd à forma como foi conduzida a guerra contra o Líbano, em 2006. Falando antes da reunião do gabinete do primeiro-ministro Ehud Olmert, Barak disse que ele e o Partido trabalhista permanecerão no governo para corrigir os problemas citados no informe da comissão. O relatório, divulgado na última quarta-feira, criticou o governo de Olmert pelos "erros graves" cometidos na guerra, na qual Israel destruiu boa parte da infra-estrutura rodoviária do Líbano e suas usinas de geração de energia, mas não conseguiu impor uma derrota à milícia xiita libanesa Hezbollah. "Por que vou ficar? Permaneço no posto de ministro da Defesa porque sei que tipo de desafios Israel enfrenta: Gaza, o Hezbollah, a Síria, o Irã, a reabilitação das Forças Armadas e o processo político", disse Barak a repórteres. Em junho do ano passado, logo antes de assumir o ministério no lugar de Amir Peretz, que havia ocupado o posto durante a guerra, Barak havia dito que tentaria obter a renúncia do primeiro-ministro Olmert ou a convocação de eleições antecipadas assim que o relatório da Comissão Winograd fosse divulgado.

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