Mariana Greif/Reuters
Mariana Greif/Reuters

Ministro da Economia da Argentina diz ter iniciado conversações com o FMI 

Em sua primeira entrevista coletiva, Martin Guzmán afirma que situação econômica do país é de 'extrema fragilidade' e governo precisa resolver 'default virtual'

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de dezembro de 2019 | 22h03

BUENOS AIRES - Com a urgência de renegociar a dívida e impulsionar o crescimento econômico na Argentina, o governo de Alberto Fernández anunciou nesta quarta-feira, 11, negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

"Já conversamos com o FMI e já há reconhecimento do fracasso. O que falta é reconhecer a necessidade de um programa diferente", disse o ministro da Economia, Martin Guzmán, um acadêmico de 37 anos e colaborador do Prêmio Nobel Joseph Stiglitz, em sua primeira entrevista coletiva desde que assumiu o cargo, na terça-feira.

O ministro disse que a situação econômica do país é de “extrema fragilidade” e o novo governo precisa resolver uma situação de “default virtual” e reavivar o crescimento para evitar ajustes econômicos mais duros. Ele afirmou que o país quer manter um bom relacionamento com os credores, mas disse que um acordo atual com FMI está funcionando.

O economista anunciou sem dar detalhes um "plano macroeconômico abrangente" para sair da crise. "Para poder pagar, você precisa ter capacidade de pagar e, por isso, precisa crescer", disse o ministro.

Desde 2018, a Argentina mantém um acordo de ajuste fiscal com a agência multilateral, que concedeu um empréstimo no valor de US$ 57 bilhões, dos quais já desembolsou cerca de US$ 44 bilhões.

Mas Fernandez já disse que não solicitará a última parcela desse empréstimo.

Imediatamente, Kristalina Georgieva, chefe do FMI, informou que já havia se encontrado com Guzmán antes de ele assumir o cargo. No encontro entre eles, Guzmán disse que o FMI reconheceu que o programa anterior com o ex-governo de Mauricio Macri havia falhado./REUTERS e AFP 

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