Ministro da Justiça do Egito renuncia, cita protesto islâmico

O ministro da Justiça do Egito, Ahmed Mekky, renunciou em protesto contra "um atentado" ao sistema judiciário pelos apoiadores muçulmanos do presidente Mohamed Mursi, disse um porta-voz neste domingo, destacando as crescentes tensões entre o Judiciário e o Executivo.

Reuters

21 Abril 2013 | 15h07

Mekky apresentou sua renúncia a Mursi no sábado, disse o porta-voz, Ahmed Salam. A renúncia ocorreu após partidários islâmicos de Mursi realizarem um protesto na sexta-feira na Irmandade Muçulmana exigindo a "purificação" do Judiciário.

Franco defensor da reforma judiciária durante o governo do presidente deposto Hosni Mubarak, Mekky foi nomeado ministro da Justiça em agosto, no primeiro governo nomeado por Mursi após sua vitória nas eleições presidenciais de junho.

Ele se opõe a uma proposta de lei sendo discutida no parlamento dominado pelo islã, que críticos dizem que daria ao governo controle demais sobre a composição do judiciário, segundo a mídia local.

Mekky ameaçou demitir-se se a lei fosse aprovada, embora o parlamento ainda tenha que votar.

(Por Yasmine Saleh, Tom Perry e Asma Alsharif)

Mais conteúdo sobre:
EGITOMINISTRORENUNCIA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.