Ministro da Justiça vê dificuldade para julgar pedido de refúgio de juiz boliviano

BOLÍVIA

, O Estado de S.Paulo

09 de julho de 2010 | 00h00

O juiz boliviano Luis Alberto Tapia Pachi não tem abrigo garantido no Brasil, para onde fugiu e pediu refúgio esta semana. O pedido será analisado pelo Conselho Nacional de Refugiados (Conare) em agosto, mas, segundo o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, "não será um julgamento fácil", pois não há antecedentes no órgão envolvendo magistrados que alegam cerceamento de defesa. "É um caso único", disse Barreto. "Teremos de fazer uma análise cuidadosa dos fatos e, se for o caso, até pedir parecer da ONU."

Responsável pela investigação de um suposto complô da oposição para matar o presidente Evo Morales, em abril de 2009, Pachi pediu refúgio em Corumbá (MS), na terça-feira, alegando perseguição por parte do governo boliviano. Tudo porque, segundo alega, não aceitou mudar a jurisdição do caso para La Paz. O juiz disse que houve excesso da polícia, que invadiu um quarto de hotel em Santa Cruz e matou três supostos mercenários estrangeiros.

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