Ministro da Tailândia elogia implantação da lei marcial

O ministro da Justiça da Tailândia, Chaikasem Nitisiri, disse à Associated Press que o Exército não consultou o gabinete de governo antes de anunciar a lei marcial na noite de ontem. No entanto, o ministro afirmou que o governo continua no comando do país e que o Exército será apenas responsável pela segurança. "Não há motivo para pânico. Pessoalmente, eu saúdo esse movimento", disse.

AE, Agência Estado

20 Maio 2014 | 01h38

Um oficial do Exército, falando sob a condição de não ter o nome publicado, disse à Associated Press que a imposição da lei marcial "definitivamente não é um golpe". "Isso apenas fornece segurança ao povo e o povo pode seguir com as suas vidas", afirmou.

Desde o fim da monarquia, em 1932, o Exército da Tailândia esteve presente em 11 golpes de Estado. O comunicado emitido na noite de ontem foi assinado pelo general Prayuth Chan-Ocha, que mais tarde reforçou no rádio o pedido ao povo para não entrar em pânico.

Ele citou a lei de 1914, que dá ao Exército a autoridade para intervir em tempos de crise. O general explicou que a ação foi tomada por causa de protestos de movimentos rivais, que poderiam impactar a segurança do país.

Tropas armadas entraram em várias redes privadas de televisão em Bangcoc para transmitir a mensagem do Exército e cercaram a sede nacional da polícia no centro da cidade.

No entanto, o clima na cidade é calmo e as escolas permanecem abertas. Em uma das principais ruas da cidade, em frente ao Central World, que é um dos mais luxuosos shoppings do país, pedestres olhavam surpresos para soldados armados com metralhadoras, que controlavam o trânsito. O clima nesta rua não era tenso e algumas pessoas paravam para tirar fotos com os soldados.

O líder do movimento pró-governo Camisas Vermelhas, Jatuporn Prompan, disse que o grupo pode aceitar a imposição da lei marcial, mas alertou que "não iremos tolerar um golpe ou outros meios não constitucionais para tomar o poder". "Nós iremos ver o que o Exército quer", disse. Ele alertou que a remoção não democrática do governo interno "nunca irá resolver a crise do país e irá afundar a Tailândia ainda mais em problemas".

Na segunda-feira, o primeiro-ministro interino insistiu que não irá renunciar, resistindo à pressão de manifestantes contrários ao governo. Fonte: Associated Press.

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