REUTERS/Russell Boyce
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Ministro das Finanças de Thatcher chefiará campanha pela saída da Grã-Bretanha da UE

Nigel Lawson, que chegou a defender o atrelamento da libra à moeda única europeia, mudou de posição e será uma das principais figuras do Partido Conservador a defender o 'Brexit'

O Estado de S. Paulo

01 Outubro 2015 | 12h38

LONDRES - Nigel Lawson, ministro das Finanças da Grã-Bretanha no governo de Margaret Thatcher que chegou a defender o atrelamento da libra à moeda única europeia, disse nesta quinta-feira, 1, que, "como estadista mais velho", vai liderar a campanha pela saída do país da União Europeia.

Lawson é a mais recente figura de prestígio do Partido Conservador a anunciar sua adesão a um dos lados do debate sobre se a Grã-Bretanha deve permanecer na União Europeia, que ganha corpo porque o primeiro-ministro David Cameron prometeu organizar até ao final de 2017 um referendo sobre a questão.

O referendo deve dividir os principais partidos políticos britânicos, já que se espera amplamente que Cameron apoie a permanência na UE, mas permita que figuras importantes em seu partido, o Conservador, façam campanha contra.

Cameron diz que vai anunciar a sua posição final só depois de negociações com a União Europeia para melhorar as condições de adesão da Grã-Bretanha. Ele, pessoalmente, defende que a Grã-Bretanha permaneça em uma UE reformada, mas "não ficará de coração partido" se tiver de sair.

Um dos objetivos de Cameron na realização da consulta é enterrar uma questão que perseguiu seus antecessores conservadores por décadas. A entrada de Lawson no debate é um lembrete de quão profundamente dividido o partido esteve sobre a UE no passado. Ele renunciou ao cargo de ministro das Finanças (1983-1989), após confronto com Thatcher sobre a adesão da Grã-Bretanha ao Mecanismo Europeu de Taxas de Câmbio.

Lawson disse nesta quinta-feira que não está convencido de que Cameron será capaz de alcançar grandes concessões em sua renegociação com a União Europeia, porque uma verdadeira mudança das normas da UE requer o apoio unânime dos 28 países participantes.

"Estive afastado por um longo tempo, não faço esse julgamento de ânimo leve, mas toda a evidência é que essa unanimidade não vai se manter", disse o ex-político de 83 anos à rádio BBC. / REUTERS

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