Ministro de Defesa colombiano diz às Farc que não conversa com terroristas

Guerrilha fez pedido para 'expor sua visão' sobre o conflito colombiano no foro da Unasul

Efe,

23 de agosto de 2010 | 20h11

BOGOTÁ- O ministro da Defesa colombiano, Rodrigo Rivera, rejeitou nesta segunda-feira, 23, a proposta das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) de expor sua "visão" do conflito interno na União de Nações Sul-Americanas (Unasul) ao dizer que "com os terroristas não se dialoga".

 

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Em declarações a jornalistas, Rivera questionou o que poderia acontecer se alguma organização internacional abrisse as portas para Osama bin Laden "para falar do que ele propõe aos Estados Unidos".

 

"Os amigos em nível internacional podem nos ajudar não gerando nenhum tipo de paralelismos com a liderança que hoje o presidente Juan Manuel Santos encarna na Colômbia", disse o ministro.

 

Rivera acrescentou que a única maneira de iniciar um diálogo é que a guerrilha demonstre disposição para a paz e, "de forma clara e indubitável, sua verdadeira vontade de encerrar o conflito armado".

 

O vice-presidente colombiano, Angelino Garzón, também rechaçou o pedido das Farc, e voltou a exigir que a guerrilha abandone o sequestro e o terrorismo como condição prévia para conversas. Segundo Garzón, só o presidente Santos tem poder para autorizar negociações de paz.

 

As Farc divulgaram hoje uma carta aberta na qual "reiteram" à Unasul a "irredutível vontade de buscar uma saída política para o conflito" colombiano.

 

Equador

 

O chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, disse hoje que falará com sua colega colombiana, María Ángela Holguín, sobre o pedido das Farc.

 

Patiño disse à imprensa que a única coisa que o Equador pode fazer como presidente temporário da Unasul "é conversar com o governo desse país (Colômbia) para ver primeiro o que lhe parece o comunicado" das Farc.

 

Segundo o ministro, "se o governo (colombiano) considerar que isto pode ser tratado em outro nível, estaremos atentos ao que queiram".

 

Patiño e Holguín se reunirão na quinta-feira na cidade colombiana de Ipiales, na fronteira entre os dois países, em um encontro para discutir o desenvolvimento da região e a situação dos refugiados, entre outros assuntos.

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