Ministro de Exteriores japonês classifica China como "ameaça"

O ministro de Assuntos Exteriores japonês, Taro Aso, afirmou hoje que a crescente capacidade militar da China é uma "ameaça" para os países vizinhos do gigante asiático. Em declarações feitas em um programa do canal de televisão "Fuji", Aso criticou os gastos militares chineses e afirmou que os países vizinhos "se sentem ameaçados" pela incerteza sobre o destino do dinheiro destinado à Defesa por parte do Governo de Pequim. Estas não são as primeiras acusações de Aso contra a China neste sentido, pois já em dezembro passado o ministro afirmou que o país vizinho "está se transformando em uma ameaça notável". Na ocasião, Aso disse que a China "é uma nação com um bilhão de habitantes, com armas nucleares e que expandiu gastos militares ao longo de 17 anos, sem que se saiba para onde está indo o dinheiro". As acusações de Aso contra a China projetam uma sombra sobre o gesto de ontem das autoridades de Pequim, que deixaram aberta a possibilidade de uma regra nas difíceis relações com o Japão devido às diferentes interpretações do conflituoso passado comum. O presidente da China, Hu Jintao, anunciou que estava disposto a reunir-se com o primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, se este encerrasse suas visitas ao templo xintoísta de Yasukuni, símbolo para a China do espírito militarista japonês. Em Yasukuni se presta homenagem a cerca de 2,5 milhões de japoneses mortos em combate do século XIX até o final da Segunda Guerra Mundial, e entre eles estão 14 criminosos de guerra. A última visita de Koizumi a Yasukuni, no centro de Tóquio, em outubro, provocou o cancelamento de uma cúpula com Hu e forçou a suspensão de várias visitas ministeriais entre Pequim e Tóquio. Hu e Koizumi se reuniram pela última vez em abril de 2005, durante a Cúpula de Jacarta, nas comemorações pelos 50 anos da Conferência de Bandung.

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