Ministro de Gibraltar comemora "fim da relação colonial"

A reforma da Constituição de Gibraltar foi aprovada nesta sexta-feira por 60,2% dos habitantes, o que, segundo o ministro principal, Peter Caruana, garante a soberania britânica ao mesmo tempo que "abandona as características coloniais" na relação com o Reino Unido.Pela apuração final, 7.299 pessoas votaram a favor e 4.574 (37,75%) contra o texto constitucional. A emenda reduz os poderes do governador nomeado pelo Reino Unido, aumenta a independência do sistema judiciário e dá mais autonomia às autoridades locais.Caruana destacou aos jornalistas o "sucesso" do texto, que cria uma relação "moderna e madura" com o Reino Unido, "sem afetar a soberania britânica, nem os supostos direitos reivindicados pela Espanha" e que Gibraltar rejeita.A reforma, acrescentou, "estabelece uma relação de liberdade com a Grã-Bretanha, que não se baseia no colonialismo". O líder da oposição, Joe Bossano, comentou a baixa participação e atribuiu o desinteresse ao fato de que "muita gente não acha que havia a oportunidade de exercer seu direito de autodeterminação".Na consulta, a população devia votar "sim" ou "não" à reforma constitucional. Participaram 12.120 eleitores, 60,41% dos 20 mil com direito a voto.O Governo britânico reconheceu o plebiscito como um exercício do direito à autodeterminação. Mas lembrou que a independência da colônia só poderia acontecer "com o consentimento espanhol", segundo o artigo 10 do Tratado de Utrecht.O Governo espanhol minimizou a importância do plebiscito. Fontes do Executivo disseram que foi apenas um ato político de Caruana para os habitantes da colônia, "sem nenhum valor jurídico".

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