Uriel Sinai/The New York Times
Uriel Sinai/The New York Times

Ministro de Netanyahu ameaça deixar coalizão se premiê for indiciado

Sem o apoio do Kulanu, que tem dez deputados na Knesset, o primeiro-ministro teria dificuldade de seguir no cargo e teria de antecipar as eleições

O Estado de S.Paulo

16 Março 2018 | 18h29

TEL-AVIV - O ministro das Finanças de Israel, Moshe Khalon, disse na noite da quinta-feira, 15, que seu partido, o Kulanu, retirará o apoio à coalizão do premiê Binyamin Netanyahu caso este seja indiciado por corrupção pela Procuradoria-Geral do país. Sem o apoio do Kulanu, que tem dez deputados na Knesset, o primeiro-ministro teria dificuldade de seguir no cargo e teria de antecipar as eleições. 

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“Se o premiê for denunciado, ele não terá condições de seguir no cargo”, disse Kahlon. “Esse era meu pensamento há três meses e continua sendo meu pensamento até hoje.”

Kahlon disse que espera que Netanyahu renuncie voluntariamente caso ele seja de fato indiciado por corrupção. “O julgamento não pode prosseguir com ele no cargo”, disse ao programa Hadashot News. “Imagino que ele vai renunciar ou os outros partidos o forçarão a isso.”

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Netanyahu é suspeito em três investigações conduzidas pelo Ministério Público israelense. A primeira delas, conhecida como o caso 4000, envolve supostos benefícios dados pelo premiê em troca de cobertura favorável na imprensa. Segundo os promotores, esse caso é o mais grave dos três e há provas de que o dono do site de notícias Bezeq, Shaul Elovitch recebeu facilidades na regulamentação de meios de comunicação

Nas outras duas denúncias, Netanyahu e sua mulher, Sarah, receberam presentes ilícitos de bilionários no valor de US$ 282 mil. Os presentes incluem charutos caros e farrafas de champanhe, também em troca de benefícios. /AFP

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