Ministro de Sarkozy é interrogado em caso L'Oréal

A polícia francesa interrogou hoje o ministro do Trabalho, Eric Woerth, por cerca de oito horas, como parte de uma investigação preliminar sobre o financiamento ilícito de campanhas eleitorais e conflito de interesses. O caso envolve o presidente Nicolas Sarkozy e sua administração.

AE, Agência Estado

29 de julho de 2010 | 20h33

Um procurador no subúrbio parisiense de Nanterre está investigando as acusações de que Liliane Bettencourt, a herdeira de 87 anos da L''Oréal e mulher mais rica da França, teria ajudado a apoiar a vitoriosa campanha eleitoral de Sarkozy, em 2007. Ela teria doado dinheiro ilicitamente.

Uma ex-contadora de Bettencourt disse à polícia mais cedo neste mês que ela sacou dinheiro e recebeu instruções para entregá-lo a Woerth, que na época era tesoureiro do partido de Sarkozy, o conservador União por um Movimento Popular (UMP).

O advogado de Woerth, Jean-Yves Leborgne, disse que o ministro afirmou à polícia que ele "nunca recebeu nenhum tipo de financiamento político que não estivesse de acordo com a lei". Os procuradores não têm provas de que Woerth, que está encarregado do plano de revisão do maior fundo de pensão da França, tenha coletado doações ilegais, disse uma porta-voz do procurador encarregado da investigação preliminar.

Bettencourt disse que suas contribuições foram legais, informa o Wall Street Journal. Sarkozy afirma que as acusações de financiamento ilegal de campanha são uma tentativa de caluniá-lo. As informações são da Dow Jones.

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