Remy de la Mauviniere/AP
Remy de la Mauviniere/AP

Ministro deixa posto de tesoureiro do partido de Sarkozy por escândalos

Denúncias de caixa 2 contra Eric Woerth e presidente francês geram crise no governo

Agência Estado

13 de julho de 2010 | 10h32

PARIS - O ministro do Trabalho da França, Eric Woerth, anunciou nesta terça-feira, 13, que abandonará o posto de tesoureiro da União por um Movimento Popular (UMP), sigla do presidente Nicolas Sarkozy. O motivo da saída é o escândalo em torno de supostas doações ilegais feitas à UMP pela mulher mais rica da França, a herdeira da fortuna da L''Oreal, Liliane Bettencourt. Porém, o ministro não especificou a data em que deixará o cargo.

 

Woerth disse a repórteres que deixará o posto de tesoureiro após uma reunião do gabinete de governo, em que foi discutida a reforma das leis de previdência francesa. Sarkozy disse ontem que recomendaria ao ministro que deixasse a função de tesoureiro. No entanto, o presidente insistiu que Woerth seguirá como ministro do Trabalho e liderará a reforma na previdência que o governo espera aprovar até o fim de outubro.

 

Um ex-contador de Liliane Bettencourt acusou Woerth de aceitar 150 mil euros da bilionária durante a campanha presidencial de Sarkozy, em 2007. Woerth e Sarkozy negam qualquer irregularidade e atribuem a acusação a uma campanha de difamação da imprensa e da oposição.

 

Woerth também foi acusado de conflito de interesses, já que sua mulher trabalhava para a companhia que gerenciava a fortuna de Liliane enquanto ele era ministro do Orçamento, encarregado de combater os que sonegavam impostos. Um relatório do governo inocentou Woerth das acusações de que ele tivesse ajudado Liliane a deixar de pagar impostos. Apesar disso, foram abertas investigações policiais sobre as suspeitas em torno da bilionária. As informações são da Dow Jones.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.