Ministro diz que 150 mil civis já foram mortos no Iraque

Uma nova contagem de mortos da guerra do Iraque divulgada nesta quinta-feira pelo ministro da Saúde do Iraque, Ali al-Shemari, revelou que 150 mil civis já morreram desde o início dos conflitos. Ainda segundo informações do ministro, para cada pessoa morta no país, há três feridos. As pesquisas anteriores estimavam que o número de mortes entre civis era de 50 mil. A única exceção era um controverso levantamento, realizado pela faculdade americana de saúde pública Johns Hopkins Bloomberg e publicado em outubro, que calculava que a guerra já havia matado 650 mil civis iraquianos. "Recebemos até 60 corpos por dia", revelou nesta quinta-feira, em entrevista à Associated Press, o diretor do necrotério de Bagdá, Dr. Abdul-Razaq al-Obaidi. "Não temos como mantê-los aqui por muito tempo, por isso os corpos não-identificados são rapidamente enviados para o cemitério público da cidade", completou. Antes da invasão americana, em março de 2003, o mesmo necrotério recebia uma média diária de 10 corpos. Nesta quinta-feira, apenas em Bagdá, ao menos 30 pessoas foram mortas, sendo a maioria vítima da violência sectária. O pior ataque ocorreu no distrito de Qahira, quando um carro-bomba explodiu próximo a uma mercado, matando seis pessoas. Os bairros de Khadimiya (xiita) e Adamiya (sunita) foram novamente alvos de ataques - mais de 20 pessoas já morreram nos dois distritos nos últimos cinco dias. No restante do país, bombas e atiradores mataram mais 23 iraquianos em cidades como Tal Afar, Mossul e Baquba. O governo iraquiano anunciou nesta quinta-feira um plano de reconstrução da histórica mesquita xiita de Samarra, que foi bombardeada em 22 de fevereiro. O ataque deixou o templo bastante destruído e detonou uma de violência entre sunitas e xiitas - que persiste até hoje no Iraque.U

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