Ministro diz que Israel é capaz de enfrentar o Irã

O ministro de Assuntos Estratégicos de Israel, Avigdor Lieberman, disse ao Parlamento que o país conta com a capacidade necessária para enfrentar o Irã, segundo informações da imprensa local nesta quinta-feira, 01.Israel tenta bloquear, por enquanto por meios diplomáticos, o plano iraniano, também visto com receio nos Estados árabes vizinhos, de adquirir tecnologia que permita a produção de armas nucleares."Se o Irã conseguir armas não convencionais, desencadeará no mesmo instante uma louca corrida armamentista no Oriente Médio, e é um dever do Ocidente impedir que isso aconteça", declarou Lieberman aos deputados da Comissão Parlamentar.O ministro sugeriu que as sanções da ONU têm sido eficazes, pois abalam a economia iraniana. Mas seria melhor afetar diretamente as 50 ou 60 famílias que monopolizam a atividade econômica do país, opinou.Para Lieberman, sanções sobre as transações bancárias dessas poderosas famílias e sua liberdade de viajar ao exterior causariam o colapso do regime fundamentalista de Ahmadinejad.ConferênciaO governo do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, não teme a participação dos Estados Unidos, seu principal aliado, na conferência do próximo mês, em Bagdá, na qual representantes de americanos se encontrarão com os do Irã e Síria, países vistos em Israel como seus maiores inimigos."Não detectei fissuras na posição dos Estados Unidos em torno da questão atômica", disse ontem a jornalistas a presidente do Parlamento, Dalia Itzik, após uma reunião com a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice.A participação dos EUA na "conferência de vizinhos" para estabilizar a grave situação no Iraque "é uma mudança tática e não estratégica", segundo fontes do governo israelense.Lieberman comentou a hipótese que "seria uma catástrofe se os aliados de Israel deixarem de se preocupar com a ameaça nuclear iraniana". Ele falou à Comissão Parlamentar para Assuntos de Segurança e do Exterior.O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou nos últimos meses que o Estado de Israel, fundado em 1948 conforme uma resolução da ONU, deve ser "riscado do mapa".Israel é, segundo analistas estrangeiros, a única potência atômica do Oriente Médio. Mas seus governos, que não reconhecem abertamente a capacidade nuclear, se limitam a afirmar de forma sistemática que o país "não será o primeiro a introduzir armas nucleares na região".O ministro israelense retornou recentemente de uma visita a Moscou e afirmou aos legisladores que "Rússia e Israel estão no mesmo barco".

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