Michel Euler/Pool via Reuters
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Ministro do Interior francês deixará cargo para disputar prefeitura de Lyon

Gérard Collomb, um dos principais aliados do presidente Emmanuel Macron, anunciou em entrevista à revista 'L'Express' sua saída do governo - possivelmente em maio - para lançar campanha à prefeitura da segunda maior cidade francesa em 2020

O Estado de S.Paulo

18 Setembro 2018 | 09h08

PARIS - O presidente francês, Emmanuel Macron, perderá mais um de seus ministros - e um grande aliado - no ano que vem com a saída de Gérard Collomb, chefe do Ministério do Interior. Nesta terça-feira, 18, Collomb anunciou que deixará o cargo para se candidatar à prefeitura de Lyon.

Ele disse à revista L'Express que se apresentará como candidato à prefeitura da segunda maior cidade da França em 2020 e, por isso, entregará seu cargo depois das eleições europeias de 2019, em maio, para lançar sua campanha.

Seu anúncio acontece menos de um mês depois da demissão do popular ministro do Meio Ambiente, Nicolas Hulot, e em um momento de queda da popularidade de Macron.

"As municipais estão longe. Se, de hoje até lá, não for diagnosticado com nenhuma doença grave (risos), serei candidato a Lyon", em 2020, afirmou o ministro, de 71 anos.

Seu retorno era esperado há tempos em Lyon. Ele foi prefeito dessa cidade por 16 anos antes de ser nomeado para o cargo estratégico de ministro do Interior, após a vitória eleitoral de Macron em maio de 2017.

Este anúncio com tanta antecedência caiu mal para Macron, já forçado a uma mudança ministerial pela saída de Hulot e afetado pelo escândalo de seu ex-chefe de segurança, Alexandre Benalla. Este último foi filmado quando agredia dois manifestantes durante protestos por ocasião do 1º de Maio.

Collomb também se viu sugado pela tempestade do caso Benalla. O ministro jurou não conhecê-lo e pareceu jogar toda responsabilidade para terceiros, um comportamento que o enfraqueceu politicamente.

Segundo uma pesquisa recente, Collomb registrou uma queda de 11 pontos no nível de satisfação popular em um ano.

Apesar de ser considerado um fiel aliado de Macron, o ministro pareceu se distanciar no início de setembro, ao apontar a "falta de humildade" do Executivo. / AFP

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