Ministro do Paraguai desaconselha alta do orçamento

O Ministério da Economia do Paraguai advertiu hoje o Congresso que não poderá arcar com US$ 380 milhões previstos como incremento para o orçamento do Paraguai de 2011, estipulado no total de US$ 8,6 bilhões, e alertou que existirá um perigoso desequilíbrio fiscal. O presidente Fernando Lugo entregou pessoalmente o projeto de orçamento de 2011 ao Senado, e a Câmara dos Deputados, dominada pelo Partido Colorado, da oposição, aprovou a matéria e o aumento no orçamento pretendido pelo presidente.

AE, Agência Estado

15 de novembro de 2010 | 18h03

O projeto de lei então passou ao Senado, que o analisará na próxima quinta-feira. O ministro da Economia, Dionisio Borda, antes de viajar a Bruxelas em missão oficial, onde se encontra, divulgou um comunicado assinalando que "o aumento aprovado pelos deputados equivale a 2% do Produto Interno Bruto (PIB) e para financiá-lo é necessário aumentar os impostos, algo absolutamente impossível de ser feito em um ano".

A deputada Blanca Mignarro, do Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA), governista, esclareceu que a expansão no orçamento ocorreu por causa do aumento salarial de 5% para os funcionários públicos, 25% para ministros, juízes e magistrados e 20% para funcionários do judiciário. O comunicado do ministério afirma que, para cumprir com os aumentos nos salários dos servidores públicos e dos magistrados, será necessário "relegar gastos relacionados à saúde, educação, setor social, investimentos, entre outros". As informações são da Associated Press.

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