Ministro do Trabalho da Líbia abandona regime de Kadafi

Segundo funcionário da ONU, ministro deve se juntar ao Conselho Nacional de Transição

Agência Estado e Efe

07 de junho de 2011 | 12h43

GENEBRA - O ministro do Trabalho da Líbia, Alami Manfor, abandonou o regime de Muamar Kadafi, uma decisão que anunciou em Genebra, informou nesta terça-feira, 7, um funcionário da missão diplomática da Líbia perante a sede europeia da ONU.

 

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"Posso confirmar que o ministro Manfor renunciou a seu cargo", disse à Agência Efe um representante líbio perante a ONU em Genebra, onde o titular chegou para participar da 100ª Conferência Internacional do Trabalho.

 

Segundo a fonte, o ministro assinalou que colocará sua experiência a serviço do Conselho Nacional de Transição (CNT), principal órgão de representação dos insurgentes líbios.

 

Manfor se pronunciou a favor de um "Estado democrático" e disse que Kadafi conseguiu manter-se no poder graças a seu controle total do aparelho estatal e, sobretudo, das finanças públicas.

 

Nas últimas semanas, vários altos funcionários abandonaram o regime de Kadafi, em algumas ocasiões aproveitando uma viagem ao exterior, como ocorreu com Manfor.

 

No final de fevereiro passado, todos os diplomatas da missão da Líbia em Genebra deixaram de ser leais ao regime de Kadafi, se proclamaram "representantes do povo líbio" e, desde então, trabalham sob as instruções do CNT.

 

Sanções

 

Os membros da União Europeia (UE) impuseram mais sanções contra a Líbia, ampliando o congelamento de ativos para incluir seis autoridades portuárias do país. A decisão foi aprovada e entra em vigor amanhã, quando as sanções serão publicadas no diário oficial do bloco.

A UE não informou quais autoridades portuárias serão afetadas. O bloco inicialmente impôs a sanção contra funcionários líbios no final de fevereiro e desde então ampliou a proibição para viagens, o congelamento de ativos e um embargo à venda de armas para altos funcionários do regime de Muamar Kadafi e importantes órgãos, como o Banco Central e a Corporação Nacional de Petróleo. A UE também pediu várias vezes a renúncia de Kadafi.

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